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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
Um dos principais negociadores do Kremlin, Kirill Dimitriev, garantiu ao primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, que, quando chegar o verão, o governo polonês estará “implorando” à Rússia para que lhe forneça energia, diante da enorme crise que, segundo o diplomata russo, se aproxima devido à guerra no Irã.
Tusk e Dimitriev tiveram uma breve troca de farpas nas redes sociais após uma crítica verbal do primeiro-ministro polonês sobre a ausência do primeiro-ministro cessante da Hungria e aliado de Moscou, Viktor Orbán, na cúpula informal de líderes da União Europeia em Chipre.
“Estou muito, muito contente. Ontem dava para sentir o enorme alívio entre os líderes porque, pela primeira vez em anos, não havia russos na sala”, disse à imprensa ao chegar ao segundo dia do Conselho Europeu informal que reúne em Chipre os chefes de Estado e de Governo da União.
Embora Tusk tenha dito posteriormente que seu comentário era “uma piada”, ele insistiu em seguida que o clima entre os líderes havia sido “totalmente diferente”, em uma referência velada às últimas tensões com o governo de Orbán, que vem bloqueando sistematicamente decisões-chave sobre a Ucrânia, como o empréstimo de 90 bilhões ou a adoção de sanções, mas, além disso, enfrenta agora acusações de ter vazado documentos confidenciais dos Conselhos Europeus para o Kremlin.
A resposta de Dimitriev chegou pouco depois: “Nos vemos daqui a dois meses, quando vier à Rússia implorar por energia”, avisou o diretor executivo do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e, na época, um dos principais interlocutores do Kremlin com o governo Trump.
“Por favor, economize um pouco de combustível para voar até aqui”, acrescentou Dimitriev em relação às previsões pessimistas que a Agência Internacional de Energia divulgou em meados deste mês, quando alertou que “vários países europeus” poderiam começar a sofrer escassez de combustível para aviões nas “próximas seis semanas”, dependendo da quantidade que conseguirem importar dos mercados internacionais para substituir o abastecimento perdido proveniente do Oriente Médio.
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