Europa Press/Contacto/Donat Sorokin
MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
O governo da Rússia garantiu nesta quarta-feira que protegerá a aviação civil em seu espaço aéreo, depois que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, pediu às companhias aéreas que evitem o espaço aéreo da Rússia e afirmou que este estará “efetivamente fechado” devido ao aumento dos ataques com drones por parte das forças ucranianas.
“É claro que estamos nos preparando para isso e levamos em conta todas essas ameaças”, afirmou o ministro dos Transportes da Rússia, Andrei Nikitin. “Estamos aprimorando constantemente os requisitos de segurança aérea e aeroportuária, e há respostas para tudo isso. Existem respostas para todas essas ameaças expressas pelos terroristas”, afirmou.
Assim, ele destacou que seu ministério “trabalha em estreita colaboração” com o Ministério da Defesa e a Guarda Nacional para lidar com a situação, ao mesmo tempo em que expressou sua confiança de que “não haverá impactos significativos para a aviação civil” e garantiu que “a segurança dos passageiros é prioritária”, conforme informou a agência de notícias russa Interfax.
Zelenski alertou na noite de terça-feira “todas as companhias aéreas que utilizam o espaço aéreo” e aquelas que “ainda utilizam os principais aeroportos da Rússia”. “O espaço aéreo russo está se tornando completamente inseguro”, afirmou, antes de argumentar que “a Ucrânia não representa uma ameaça à aviação civil como tal”. “Simplesmente haverá drones no céu russo em uma escala que deve ser levada em consideração”, acrescentou.
“Um espaço aéreo infestado de drones não é lugar para a aviação civil”, reiterou Zelenski, que afirmou que “essa escalada não pode e não ficará restrita ao território ucraniano”. “É absolutamente natural e justo que as consequências também se estendam à Rússia, incluindo seu espaço aéreo, que já é e será cada vez mais um espaço para nossos drones e mísseis, que respondem de forma ativa e justa à guerra russa”, concluiu.
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