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MADRID, 14 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas anunciaram nesta terça-feira o desmantelamento de um suposto plano da Ucrânia para lançar ataques com drones contra “uma empresa estratégica” na região de Moscou; para isso, os suspeitos teriam escondido peças desses aparelhos em uma remessa de “azulejos espanhóis”.
O Serviço Federal de Segurança (FSB) indicou em um comunicado que seus agentes “impediram uma tentativa dos serviços secretos ucranianos, com participação direta de seus parceiros internacionais, de realizar atos de sabotagem e terrorismo, sem precedentes em termos de escala e ameaça”.
Assim, destacou que o plano consistia no uso de drones contra “infraestrutura militar”, “uma empresa do complexo militar-industrial” e “pessoal militar do Ministério da Defesa russo”, antes de destacar que os agentes conseguiram impedir um ataque contra “uma empresa estratégica em uma área residencial da região de Moscou”.
O órgão especificou que a operação foi iniciada com base em “informações de inteligência” sobre o “envio de uma remessa contendo armas” na rota entre a Eslováquia e a Rússia, passando pela Polônia e pela Bielorrússia, uma ação “organizada pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (DBU) com o apoio dos serviços especiais de países europeus”.
Nesse sentido, afirmou que “foi identificada e colocada sob vigilância uma remessa de azulejos espanhóis” e acrescentou que a carga transportava 35 drones “camuflados”. “Esses drones estavam equipados com sistemas de controle de fabricação canadense, resistentes à guerra eletrônica, e suas ogivas continham explosivos de fabricação estrangeira”, denunciou.
O FSB enfatizou que “a carga explosiva, transportada através de território estrangeiro, foi armazenada em um hangar previamente alugado próximo ao alvo”. “Para criar uma cobertura de uso comercial, os serviços de inteligência ucranianos ordenaram remotamente a entrega de materiais de construção no hangar. O prédio foi alugado e a mercadoria foi recebida por um cidadão russo recrutado pelo inimigo em troca de uma remuneração”, afirmou.
Dessa forma, ele declarou que “os ucranianos recrutaram dois moldavos para preparar as instalações para o lançamento dos drones”, ao mesmo tempo em que acrescentou que outro cidadão russo que já havia cumprido pena na prisão e posteriormente assinou um contrato com o grupo de mercenários Wagner foi “recrutado” pelas autoridades de Kiev. Esse homem teria participado da invasão da Ucrânia e obtido anistia em consequência disso.
“Seguindo as instruções de seus superiores, ele montou e ativou os drones, estabeleceu um canal de comunicação com operadores estrangeiros e, em seguida, abandonou a cena do crime, esperando em um local designado por uma equipe de evacuação que o levaria para um local seguro e, posteriormente, o transportaria para a Ucrânia para participar de operações militares contra a Federação Russa”, explicou.
O FSB esclareceu que todos os materiais foram “destruídos” depois que “o inimigo lançou os drones”. “O responsável pelo ataque terrorista foi detido e confessou que agia de acordo com os interesses da Ucrânia”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou que um segundo suspeito morreu em um tiroteio durante a tentativa de prisão.
Por outro lado, detalhou que entre os supostos envolvidos no caso figura um ucraniano com cidadania norte-americana identificado como Albert Vasiliev, que seria um “blogueiro” e “rapper” com o pseudônimo ‘Kiyvstoner’. “Ele esteve envolvido na organização do ataque terrorista e liderou cúmplices sob os auspícios do SBU. Ele combina suas atividades com o tráfico de cocaína e reside atualmente na Espanha e na Eslováquia, países da União Europeia (UE)”, concluiu.
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