MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas descreveram como "úteis" os contatos mantidos com os Estados Unidos na Arábia Saudita sobre a guerra na Ucrânia, desencadeada após a invasão russa de fevereiro de 2022, e disseram que esperam que continuem com o envolvimento das Nações Unidas.
O presidente do Comitê de Assuntos Internacionais do Conselho da Federação, Grigori Karasin, um dos membros da delegação russa, disse que "tudo foi discutido" e que "foi um diálogo rico e difícil, mas muito útil para russos e americanos".
"Muitos problemas foram discutidos. É claro que nem tudo foi resolvido e nem tudo foi acordado, mas o fato de a conversa ter ocorrido é muito apropriado, levando em conta a chegada da nova administração (dos EUA)", explicou.
Karasin enfatizou à agência de notícias russa TASS que as autoridades russas "continuarão" a participar desses contatos, nos quais "a comunidade internacional, principalmente as Nações Unidas e outros países, deve estar envolvida".
"Em geral, permanece a impressão de que esse diálogo construtivo era necessário. Os americanos também estão interessados nisso", disse ele, após a reunião de segunda-feira em Riad com representantes dos EUA para discutir um possível acordo de paz para a Ucrânia.
Entre as questões a serem discutidas está a possível reativação do acordo que permitiu a exportação segura de grãos através do Mar Negro. De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na segunda-feira, foi o presidente dos EUA, Donald Trump, que levantou a questão e seu colega russo, Vladimir Putin, concordou.
Os dois líderes exemplificaram com a retomada de seus contatos diretos esse novo estágio de harmonia, no qual Putin até deu um presente "absolutamente pessoal" a Trump, sobre o qual Peskov não quis dar detalhes, embora o enviado dos EUA, Steve Witkoff, tenha revelado em uma entrevista recente que se trata de um retrato do inquilino da Casa Branca.
A aproximação diplomática não levou a um cessar-fogo, no entanto, e as forças ucranianas e russas continuam a se envolver em fogo cruzado. O porta-voz do Kremlin afirmou que Putin ainda mantém a ordem de não atacar instalações ligadas à infraestrutura de energia, apesar das acusações de Kiev a esse respeito.
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