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MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo russo e os líderes da extrema-direita política europeia criticaram nesta segunda-feira a sentença proferida na França contra a líder do Rally Nacional, Marine Le Pen, que não poderá se candidatar nas próximas eleições após ser desqualificada por desviar fundos do Parlamento Europeu.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse à mídia que a condenação de Le Pen é um assunto interno da França, mas ao mesmo tempo lamentou que "cada vez mais" os governos europeus "atropelam as normas democráticas" e "ultrapassam os limites da democracia" por interesses políticos, informa a TASS.
Enquanto isso, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, expressou seu apoio a Le Pen com uma mensagem simbólica nas mídias sociais: "Je suis Marine" (Eu sou Marine). Tanto o Fidesz de Orbán quanto o Rally Nacional de Le Pen fazem parte do grupo Patriotas no Parlamento Europeu.
Um grupo que também inclui a Liga de Matteo Salvini, que lamentou que na França eles queiram "excluir" seu aliado da vida política: "Aqueles que têm medo do julgamento dos eleitores geralmente encontram paz de espírito no julgamento dos tribunais".
Salvini, que relacionou essa sentença com a desqualificação do candidato romeno pró-russo Calin Georgescu, considera que se trata de "uma declaração de guerra de Bruxelas" em um momento em que "os impulsos bélicos de Von der Leyen e Macron são assustadores". "Não vamos nos intimidar", proclamou o ministro italiano.
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