Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O Kremlin evitou comentar nesta quarta-feira quem fará parte da delegação russa que viajará para a cidade turca de Istambul na quinta-feira para discutir o conflito na Ucrânia, enquanto crescem as expectativas sobre a possibilidade de o próprio presidente Vladimir Putin comparecer.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, limitou-se a dizer que eles esperam a delegação ucraniana em 15 de maio em Istambul e que eles informarão quem formará a delegação russa quando receberem ordens de Putin nesse sentido.
"Não, nada mudou nesse sentido. Faremos isso quando recebermos as instruções correspondentes do presidente. Até o momento, não houve instruções", respondeu Peskov a perguntas da imprensa, segundo a Interfax.
O principal assessor de política externa do presidente Putin, Yuri Ushakov, explicou que a delegação seria formada com base nas questões "políticas" e "técnicas" a serem abordadas.
"A delegação deve tratar de questões políticas e, eu diria, de muitas questões técnicas. Portanto, sua composição será determinada com base nisso", disse ele à televisão russa, de acordo com a TASS.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenski confirmou sua presença na Turquia e pediu que Putin e seu colega americano, Donald Trump, mantivessem uma conversa a três.
O enviado especial dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg, disse na terça-feira que Trump viajará para a Turquia se Putin o fizer. O próprio presidente dos EUA deixou a porta aberta para essa possibilidade dias antes, embora tenha confirmado a presença do secretário de Estado Marco Rubio "e outros".
No dia 11, o presidente Putin propôs retomar as conversas diretas com a Ucrânia a partir de Istambul, onde uma primeira tentativa de diálogo ocorreu em 2022 e foi frustrada, de acordo com Moscou, pela pressão do governo anterior de Joe Biden sobre a Ucrânia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático