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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas denunciaram nesta quinta-feira que a incursão, em 2024, das Forças Armadas da Ucrânia na região russa de Kursk, na fronteira com o referido país, custou a vida a 640 civis, além de outros 560 que ficaram feridos.
“Em agosto de 2024, as Forças Armadas ucranianas invadiram ilegalmente território russo na região de Kursk e ocuparam várias dezenas de povoados”, denunciou a porta-voz oficial do Comitê de Investigação russo, Svetlana Petrenko, em um comunicado do órgão no qual ela criticou que, “sentindo-se encorajados e cientes da impotência da população civil, nacionalistas ucranianos e mercenários de diversos países violaram o Direito Internacional e cometeram crimes graves e especialmente graves de forma massiva”.
Como resultado dessas “ações brutais de milicianos ucranianos, 640 civis morreram e 561 ficaram feridos”, declarou Petrenko, que também denunciou fatos concretos, como estupros e agressões sexuais contra oito mulheres posteriormente assassinadas, além dos danos causados a mais de meio centenar de locais considerados patrimônio cultural.
“Até o momento, investigadores, peritos forenses e especialistas inspecionaram 186 povoados na região de Kursk”, explicou a porta-voz do comitê de investigação, que destaca que “os danos causados pelas ações dos grupos armados ucranianos somam quase 505 bilhões de rublos”, ou seja, cerca de 5,4 bilhões de euros.
Até o momento, as autoridades russas “abriram um total de 711 processos criminais por esses incidentes, dos quais 706 estão relacionados a ataques terroristas”. Além disso, “mais de 300 processos criminais foram concluídos e os tribunais condenaram 280 milicianos”, explicou Petrenko.
A comissão da qual ele é porta-voz investiga atualmente os atos cometidos durante a ofensiva militar lançada pela Ucrânia em agosto de 2025, como parte da guerra iniciada pelo presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.
Kiev chegou a ter sob controle cerca de 1.200 quilômetros quadrados e mais de uma centena de localidades. A Rússia teve então que desviar sua atenção da frente em território ucraniano para expulsar as tropas inimigas que se instalavam em suas terras. Isso fez com que a guerra na Ucrânia entrasse em um período de estagnação, com as frentes praticamente inalteradas.
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