Publicado 20/10/2025 07:18

A Rússia espera que a cúpula Putin-Trump "leve adiante um acordo pacífico" sobre a Ucrânia

Archivo - Arquivo - O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante uma reunião na capital russa, Moscou (arquivo).
Europa Press/Contacto/Mikhail Sinitsyn - Arquivo

O Kremlin evita comentar sobre a possível participação de Zelenski e diz que os detalhes da reunião ainda não foram finalizados.

MADRID, 20 out. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin expressou nesta segunda-feira sua esperança de que a futura cúpula na Hungria entre os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Donald Trump, respectivamente, sirva para "avançar um acordo pacífico" sobre a Ucrânia, sem comentar a possibilidade de que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, participe do encontro.

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, enfatizou que Moscou quer "avançar um acordo pacífico sobre a Ucrânia, acima de tudo". "Também usaremos a reunião para discutir as relações bilaterais (com Washington)", disse ele, antes de enfatizar que "as discussões com os americanos sobre um acordo na Ucrânia continuam".

"Há um trabalho sério em andamento. Veremos o que acontece a seguir", disse ele, insistindo que, por enquanto, "não há detalhes" sobre como será a cúpula ou se Zelenski estará presente, depois que o presidente ucraniano levantou essa possibilidade, informou a agência de notícias russa TASS.

Peskov observou que "os preparativos para a cúpula ainda não começaram por completo". "É claro que todos estão cumprindo as instruções dadas pelos presidentes, mas o trabalho em equipe para as condições de negociações em grande escala ainda não começou", disse ele.

Ele também enfatizou que o fato de Budapeste ter sido escolhida como o local da reunião decorre das relações que Putin e Trump têm com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. "Trump tem uma relação relativamente calorosa com Orbán e Putin tem uma relação muito construtiva com ele", argumentou.

Por outro lado, ele enfatizou que Moscou não recebeu nenhuma "notificação oficial" dos Estados Unidos sobre a possibilidade de entregar mísseis Tomahawk à Ucrânia. "Estamos ouvindo as declarações a esse respeito. É assim que trabalhamos. Também mantemos contatos em nível de especialistas, onde trocamos pontos de vista", explicou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, insistiu na segunda-feira que "Moscou articulou sua posição (sobre essa questão) com absoluta clareza", ao mesmo tempo em que afirmou que "as declarações não foram feitas para fomentar uma controvérsia ou um debate, mas para evitar essas possibilidades, de uma forma apoiada por um raciocínio profundo".

Zakharova enfatizou que a entrega de mísseis Tomahawk à Ucrânia "é inaceitável" e observou que "a proposta contradiz a linguagem de paz que o Ocidente afirma manter com frequência e em vários fóruns". "A ideia de fornecer esses mísseis está em conflito direto com a retórica de paz que o Ocidente frequentemente cita", disse.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado