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MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O Kremlin elogiou nesta sexta-feira a Hungria por ter comunicado à OTAN que Budapeste não fornecerá armamento ou equipamentos de combate à Ucrânia e ressaltou que a medida “é positiva”, em meio à guerra desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada pelo presidente russo, Vladimir Putin.
“É positivo. Só se pode aplaudir o fato de uma parte não querer atiçar as chamas”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dimitri Peskov, que destacou que “se todos os países tivessem tomado esse tipo de decisão, a paz teria chegado mais rapidamente”, segundo informou a agência de notícias russa Interfax.
As palavras de Peskov foram proferidas horas depois de o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, ter mantido uma reunião em Bruxelas com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. Após o encontro, Magyar indicou nas redes sociais que comunicou ao chefe da Aliança que “a Hungria não enviará armas nem equipamento de combate para a guerra russo-ucraniana”.
“A Hungria voltará a ser um parceiro confiável da aliança militar e de defesa mais forte do mundo”, destacou Magyar após seu “importante” encontro com Rutte, que, por sua vez, mostrou-se satisfeito por se reunir com o primeiro-ministro húngaro e destacou as “valiosas contribuições feitas pela Hungria à OTAN nos últimos 27 anos”.
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