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MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo russo disse nesta quinta-feira que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky "é completamente incapaz de negociar" e acusou Kiev de "quebrar" a trégua unilateral anunciada pelo presidente russo Vladimir Putin para a Páscoa.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que Zelensky "primeiro rejeitou a proposta de um cessar-fogo de 30 dias para o feriado da Páscoa e, em seguida, aparentemente sob pressão de seus diretores na Europa Ocidental, que continuam a lhe dar armas, disse que, mesmo que apenas externamente, era necessário mostrar moderação e apoiou a proposta".
"Essas foram apenas palavras", enfatizou, antes de acrescentar que o ministério da defesa russo documentou "4.900 violações da trégua pelas forças armadas ucranianas em 30 horas", incluindo lançamentos de mísseis com sistemas HIMARS dos EUA contra a região de Kursk.
"É como se Zelensky estivesse deliberadamente preparando uma armadilha para os americanos, entre outros, ao usar armas dos EUA durante a Páscoa", criticou, antes de afirmar que esses eventos "demonstram mais uma vez a total incapacidade de Zelensky de negociar", informou a agência de notícias russa Interfax.
Os comentários de Zakharova foram feitos horas depois de um ataque russo à capital ucraniana, Kiev, que deixou pelo menos nove mortos e 70 feridos e foi condenado por Zelenski, que enfatizou que "é extremamente importante que o mundo inteiro veja e entenda o que está acontecendo", depois de acusar a Rússia de rejeitar propostas para um cessar-fogo.
"Já se passaram 44 dias desde que a Ucrânia concordou com um cessar-fogo total e com o fim dos bombardeios. Essa foi uma proposta dos EUA. Já se passaram 44 dias desde que a Rússia ainda está matando nosso povo e fugindo da pressão firme e da responsabilidade por suas ações", disse ele em uma mensagem em sua conta na mídia social X.
Esses ataques, sobre os quais Moscou não comentou, ocorreram poucas horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que acredita ter conseguido chegar a um acordo com a Rússia para pôr fim ao conflito na Ucrânia, acrescentando que é Zelenski quem ainda não aderiu.
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