Europa Press/Contacto/Arina Antonova
MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin descartou nesta segunda-feira que esteja sendo planejada uma mobilização geral para reforçar sua presença militar na Ucrânia, depois que vários países europeus alertaram sobre essas supostas intenções da Rússia, com o objetivo de repor as baixas e preparar uma nova ofensiva em grande escala após o fim do inverno.
“Este assunto não está na agenda”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, ao responder a uma pergunta sobre as últimas declarações do presidente da Finlândia, Alexander Stubb, sobre o assunto, segundo a agência TASS.
Há algumas semanas, as autoridades ucranianas alertaram que a Rússia planejava mobilizar cerca de 409 mil pessoas devido ao grande número de baixas que vem sofrendo em combate e que, pela primeira vez desde o início da invasão, levou o Kremlin a considerar um recrutamento muito mais amplo.
Até agora, o recrutamento deixava de fora, em grande parte, os grandes centros urbanos e se concentrava principalmente nas regiões do interior do país, historicamente mais carentes.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, estimou há alguns dias, em entrevista ao jornal francês “Le Monde”, que a Rússia vinha sofrendo entre 30.000 e 35.000 baixas por mês. “Ela não consegue manter o ritmo de mobilização, de recrutamento por contrato e, claro, de treinamento de suas tropas”, disse ele.
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