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MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas anunciaram nesta terça-feira o desmantelamento de uma suposta “operação em grande escala” por parte de serviços de inteligência de outros países não especificados para “instalar software malicioso” nos dispositivos de comunicação de vários altos funcionários russos, com o objetivo de roubar informações e realizar atividades de espionagem.
O Serviço Federal de Segurança (FSB) indicou em um comunicado que seus agentes “descobriram e documentaram uma operação em grande escala de agências de inteligência estrangeiras para instalar e ativar software malicioso nos dispositivos móveis de comunicação de altos funcionários russos”.
"Este software é usado para roubar dados existentes, escutar conversas em andamento e realizar gravações secretas de áudio e vídeo", afirmou, antes de ressaltar que o objetivo de tudo isso era "obter informações confidenciais".
O órgão destacou que “utilizando as capacidades técnicas de grandes corporações internacionais de Tecnologia da Informação e comunicações móveis, representantes de agências de inteligência estrangeiras realizaram a coleta secreta e não autorizada de diversos tipos de informações dos dispositivos das vítimas de ciberataques”.
Por isso, ressaltou que já foi aberto um processo criminal em torno desses fatos, com as investigações ainda em andamento, ao mesmo tempo em que alertou que “as agências de inteligência estrangeiras utilizam tecnologia da informação moderna, incluindo comunicações móveis, em suas atividades destrutivas”.
“É proibido compartilhar informações confidenciais a partir de ou perto de dispositivos móveis, uma vez que o conteúdo das conversas poderia chegar ao conhecimento de terceiros e acarretar consequências irreversíveis”, concluiu o FSB em seu comunicado, sem apontar diretamente nenhum país como responsável por esse suposto plano.
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