Sergei Bulkin/TASS via ZUMA Pres / DPA - Arquivo
MADRID, 15 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo da Rússia se desligou nesta segunda-feira do incêndio ocorrido na Catedral da Dormição de Kiev durante seu último "ataque maciço" contra a capital da Ucrânia e outras cidades do país e atribuiu o incidente ao impacto de um míssil lançado "por um sistema de defesa antiaérea americano Patriot", depois que as autoridades ucranianas responsabilizaram diretamente Moscou pelo ocorrido.
“As Forças Armadas da Federação Russa não planejam nem executam ataques contra infraestruturas civis”, afirmou o Ministério da Defesa russo, que destacou que “informações confirmadas” indicam que o complexo do mosteiro das Grutas de Kiev "foi atingido por um míssil do sistema antiaéreo americano Patriot".
"Uma das razões para o mau funcionamento desse sistema pode ser que países ocidentais tenham transferido mísseis vencidos para o regime de Kiev", afirmou em uma breve mensagem nas redes sociais, depois que a Ucrânia denunciou quatro mortos em Kiev e cinco em Kharkiv devido aos ataques russos e informou que os bombeiros trabalham para extinguir as chamas na histórica catedral da Dormição.
Anteriormente, o ministério havia confirmado “um ataque massivo” com “armas de precisão e longo alcance” contra Kiev e as cidades de Kharkiv e Dnipro, no que descreve como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev”.
Assim, indicou que o alvo do ataque foram “instalações da indústria de defesa” nas cidades mencionadas, bem como “bases aéreas militares e centros de material” na Ucrânia. “Os objetivos do ataque foram alcançados. Todos os alvos indicados foram atingidos”, concluiu.
Por sua vez, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, enfatizou que o fato de a catedral da Dormição ter sido atingida representa “um dos crimes mais graves cometidos pela Rússia contra a cultura cristã até o momento”. “É uma igreja cuja história remonta ao século XI”, lembrou ele, ao mesmo tempo em que precisou que as equipes do Serviço Estatal de Emergências conseguiram apagar as chamas no telhado do complexo.
Nessa linha, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, destacou que o presidente russo, Vladimir Putin, “inscreveu para sempre seu nome na lista dos piores bárbaros da história” pelo ataque contra o mosteiro das Grutas de Kiev, “um dos lugares mais sagrados da cristandade”. “Ele deve ser amaldiçoado por séculos e perderá esta guerra”, ressaltou.
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