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MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
A embaixada russa no Reino Unido descartou ser uma "ameaça" ao país e negou que haja planos de atacar o território britânico em um futuro próximo, ao mesmo tempo em que acusou o governo do primeiro-ministro Keir Starmer de culpar a "agressão russa" por seus "fracassos econômicos".
A legação diplomática, que afirmou não haver intenção de cometer ataques cibernéticos ou "agressão" contra o Reino Unido, acusou Londres de disseminar uma retórica "antirrussa".
"Parece que o tráfego pacífico de navios russos pelo Canal da Mancha está, de alguma forma, interferindo no trabalho árduo do povo britânico. Além disso, o ministro da Defesa, John Healey, chegou a acusar a Rússia de cometer ataques diários não especificados contra o país", afirma o texto.
A missão russa rejeitou "categoricamente" essas "falsas acusações". "É lamentável que, depois de substituir os conservadores, os trabalhistas continuem inventando as mesmas desculpas russofóbicas na tentativa de mascarar sua inépcia e justificar o aumento de seus gastos militares", disse, antes de afirmar que essa é uma política "orwelliana".
"A Rússia não representa nenhuma ameaça para o Reino Unido ou para seu povo. Não temos intenção de atacar o território e não temos interesse ou necessidade dele", disse a embaixada.
Isso ocorre após a publicação pelas autoridades britânicas de sua nova Revisão Estratégica de Defesa, que identifica a Rússia e a China como as principais ameaças ao Reino Unido. As relações com a Rússia estão em seu nível mais baixo desde a Guerra Fria.
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