Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin não quis avaliar nesta quinta-feira o impacto que as conversas sobre a Ucrânia tiveram nos últimos dias em Genebra e nem mesmo confirmou a possibilidade de que possam voltar a se sentar para negociar, embora tenha descartado que a Europa possa participar de uma eventual mesa de diálogo, já que ao longo desses anos sua retórica só contribuiu para prolongar a guerra.
“A esmagadora maioria dos pontos de vista das capitais europeias tende mais a contribuir para a guerra do que a tentar uma solução pacífica”, avaliou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, que explicou que primeiro devem analisar os resultados do diálogo em Genebra antes de propor uma nova reunião.
Peskov insistiu que “não faz sentido a participação europeia” nessas conversações e descarta até mesmo que ela possa servir de algum tipo de ajuda. “O trabalho já está em andamento”, disse o porta-voz do presidente Vladimir Putin. Essas declarações de Moscou marcam uma nova disparidade com Kiev, que se mostrou favorável a que a Europa esteja representada de alguma forma nessas conversações. “É excelente ter os americanos como parceiros, mas acho que também precisamos dos europeus”, disse o presidente Volodimir Zelenski. O local onde devem ser realizadas novas negociações hipotéticas também é motivo de disputa: enquanto a parte ucraniana aposta na Europa, a Rússia acredita que ainda é cedo para escolher o destino até avaliar o encontro de Genebra.
Nas últimas horas, Zelenski destacou certos avanços em questões militares da negociação, mas não no plano político, acusando a Rússia de prolongar desnecessariamente a guerra.
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