Europa Press/Contacto/Sergei Fadeichev
MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas descartaram nesta segunda-feira que estejam ocorrendo “mudanças de postura” por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à invasão da Ucrânia, e afirmaram que sua posição é “consistente” com as declarações feitas anteriormente pelo magnata nova-iorquino.
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, indicou durante uma coletiva de imprensa que qualquer “especulação sobre a ideia de que Trump muda de opinião constantemente é falsa”. “O presidente Trump tem mantido uma postura sobre o assunto durante todo esse tempo e todos os comentários sobre uma possível mudança não correspondem à realidade”, afirmou.
“Acredito que (Trump) seja coerente e que compreenda o que está acontecendo na Ucrânia, mas, e o mais importante, que esteja aberto a ouvir as informações que (Vladimir) Putin lhe oferece”, destacou Peskov após as partes terem mantido uma conversa por telefone na semana passada, segundo informações coletadas pela agência de notícias russa TASS.
Nesse sentido, ele se referiu a essa conversa como uma “grande oportunidade” para que a parte russa “transmitisse sua posição à parte americana em primeira mão”. No entanto, ele afirmou que “não é apropriado” que Moscou “faça comentários” sobre as declarações de Trump.
“É melhor perguntar diretamente a eles”, ressaltou, ao mesmo tempo em que sugeriu novos contatos entre as partes em um “futuro próximo”. “Ambos entendem que isso vai acontecer”, acrescentou. Essa conversa poderia ocorrer depois que Trump se reunir com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, aproveitando a cúpula da OTAN desta semana em Ancara, capital da Turquia.
MANOBRAS COM A CHINA
Nesta mesma segunda-feira, ele defendeu a realização de manobras navais militares conjuntas com as forças chinesas e enfatizou que esses exercícios “não têm como alvo nenhum país em particular”. “Eles contribuem para a segurança de toda a região”, defendeu.
“Todos devem partir dessa premissa. Pelo contrário, a cooperação em um âmbito tão importante entre a Rússia e a China é um fator-chave que contribui para a segurança regional”, observou, antes de afirmar que a China “tem o direito soberano de realizar esse tipo de manobra”.
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