Europa Press/Contacto/Sofya Sandurskaya - Arquivo
MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo russo reagiu furiosamente às "mentiras desprezíveis" contadas por Macron contra o "imperialismo" russo durante seu resumo da cúpula da chamada "coalizão dos dispostos" no domingo, no qual ele acusou o presidente russo Vladimir Putin de enganar a comunidade internacional para continuar buscando uma vitória militar na Ucrânia.
"Que mentiras desprezíveis", denunciou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que disse que seu país vem "propondo uma solução pacífica para a crise ucraniana há sete anos".
A "coalizão dos dispostos" é um grupo de países liderado pela França e pelo Reino Unido que se comprometeu a enviar uma possível missão de manutenção da paz dentro da Ucrânia para preservar a segurança do país no caso de um hipotético acordo de paz com a Rússia e realizou uma reunião telemática no domingo para se preparar para a cúpula crucial de segunda-feira na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, que acaba de sair de uma reunião com seu homólogo russo, Vladimir Putin.
Zakharova acusou a França e a Europa de intervir na política interna da Ucrânia por mais de uma década, desde os chamados protestos de Maidan entre partidários pró-Rússia e pró-UE, e de constantemente tomar ações que "minam a segurança e a paz".
"Eles forneceram armas ao regime de Kiev para cometer ataques terroristas, mentiram e corromperam os ucranianos com falsas promessas. Entre eles, em primeiro lugar, o próprio Macron", disse Zakharova em sua conta no Telegram.
Kirill Dmitriev, principal negociador do governo russo com os Estados Unidos em questões econômicas, também se manifestou, criticando a postura intransigente dos líderes da coalizão.
"Os belicistas, sabotadores europeus e britânicos estão em um estado de pânico. Eles não devem mais atrapalhar o caminho da paz", recomendou o negociador russo.
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