Publicado 12/07/2025 08:06

A Rússia defende o programa nuclear da Coreia do Norte sob pressão dos EUA, Japão e Coreia do Sul

"Agora não há ninguém que pense em usar a força contra eles", diz o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

O líder norte-coreano Kim Jong Un recebe o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em 12 de julho de 2025.
MINISTERIO DE EXTERIORES DE RUSIA

MADRID, 12 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse no sábado que seu país "respeita e entende" as razões pelas quais a Coreia do Norte está desenvolvendo um programa nuclear ofensivo, tendo em vista as manobras tripartidas entre os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul para pressionar o principal aliado de Moscou.

Lavrov, em visita à Coreia do Norte, também se baseou nos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra as instalações nucleares do Irã para impedir que a república islâmica construa uma bomba atômica, diante das negações de Teerã.

"Os líderes da Coreia do Norte chegaram a conclusões relevantes (sobre seu programa nuclear) muito antes desses ataques. E, justamente por terem chegado a elas a tempo, não há agora ninguém que sequer pense em usar a força contra eles", explicou o ministro, "apesar do fato de que um reforço militar está se desenvolvendo em torno deles com a participação dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e do Japão".

A Coreia do Norte realizou seis testes nucleares desde 2006, o que fez com que o país fosse alvo de sanções da comunidade ocidental e das Nações Unidas. O país também realizou vários testes balísticos que rotineiramente colocam seus vizinhos em alerta. A Coreia do Norte alega que esses testes representam um ato de autodefesa contra as manobras orquestradas por Washington, Seul e Tóquio para derrubar o governo do país liderado por Kim Jong Un.

Lavrov também advertiu esses três países para que não "abusem de suas relações" nem as usem contra a Coreia do Norte ou "obviamente, contra a Federação Russa". O ministro das Relações Exteriores aproveitou a oportunidade para negar qualquer tipo de colaboração de Moscou no programa nuclear norte-coreano e garantiu que "as tecnologias usadas pela RPDC são resultado do trabalho de cientistas da República Popular Democrática da Coreia".

"Respeitamos as ações da RPDC e entendemos as razões pelas quais ela continua com seu programa nuclear", reiterou, em declarações relatadas pela agência russa TASS durante sua visita ao país, onde foi recebido por Kim, em um gesto de proximidade entre os dois grandes aliados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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