Publicado 21/05/2026 08:11

A Rússia critica os EUA por sua "intolerância" em relação à "dissidência", após as sanções contra Cuba e a acusação contra Raúl Cast

Archivo - Arquivo - HAVANA, 28 de janeiro de 2023  -- O líder revolucionário cubano Raúl Castro (1º à esquerda, na fila da frente), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel (2º à esquerda, na fila da frente) e o primeiro-ministro cubano Manuel Marrero Cruz (
Europa Press/Contacto/Zhu Wanjun - Arquivo

MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -

O governo da Rússia repreendeu os Estados Unidos por sua “intolerância” em relação à “dissidência”, após as últimas sanções impostas a Cuba e a acusação do ex-presidente Raúl Castro pelo abate, há três décadas, de dois aviões civis pertencentes a uma organização da oposição, que resultou em quatro mortos.

As últimas medidas coercitivas para asfixiar a economia cubana e estreitar ainda mais o cerco energético, impedindo o fornecimento de combustível por países terceiros, “são um claro reflexo da intolerância de Washington em relação a qualquer dissidência”, avaliou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

Assim, a porta-voz destacou que essa reativação das sanções por parte do governo de Donald Trump ocorre “após longos anos de embargo comercial, econômico, financeiro e humanitário”, segundo agências russas.

Zajarova voltou a expressar “a plena solidariedade” da Rússia com Cuba, além de reiterar sua condenação a “qualquer tentativa de ingerência grosseira nos assuntos internos de uma nação soberana, intimidação, medidas restritivas ilegais de caráter unilateral, ameaças e chantagem”.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores destacou que a Rússia continuará “oferecendo o apoio mais enérgico ao irmão povo cubano durante este período de dificuldades extremas”, bem como dialogando “sobre todas as questões de interesse recíproco”, após ter sido questionada se o governo da ilha havia solicitado ajuda militar.

Além das sanções econômicas que Trump vem impondo a Cuba desde o início do ano, incluindo ameaças a países terceiros com tarifas sobre suas exportações caso forneçam combustível à ilha, nas últimas horas Washington deu mais um passo ao acusar Raúl Castro por esses fatos ocorridos em 1996, em uma manobra que lembra a empreendida contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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