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MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O governo da Rússia repreendeu os Estados Unidos por sua “intolerância” em relação à “dissidência”, após as últimas sanções impostas a Cuba e a acusação do ex-presidente Raúl Castro pelo abate, há três décadas, de dois aviões civis pertencentes a uma organização da oposição, que resultou em quatro mortos.
As últimas medidas coercitivas para asfixiar a economia cubana e estreitar ainda mais o cerco energético, impedindo o fornecimento de combustível por países terceiros, “são um claro reflexo da intolerância de Washington em relação a qualquer dissidência”, avaliou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
Assim, a porta-voz destacou que essa reativação das sanções por parte do governo de Donald Trump ocorre “após longos anos de embargo comercial, econômico, financeiro e humanitário”, segundo agências russas.
Zajarova voltou a expressar “a plena solidariedade” da Rússia com Cuba, além de reiterar sua condenação a “qualquer tentativa de ingerência grosseira nos assuntos internos de uma nação soberana, intimidação, medidas restritivas ilegais de caráter unilateral, ameaças e chantagem”.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores destacou que a Rússia continuará “oferecendo o apoio mais enérgico ao irmão povo cubano durante este período de dificuldades extremas”, bem como dialogando “sobre todas as questões de interesse recíproco”, após ter sido questionada se o governo da ilha havia solicitado ajuda militar.
Além das sanções econômicas que Trump vem impondo a Cuba desde o início do ano, incluindo ameaças a países terceiros com tarifas sobre suas exportações caso forneçam combustível à ilha, nas últimas horas Washington deu mais um passo ao acusar Raúl Castro por esses fatos ocorridos em 1996, em uma manobra que lembra a empreendida contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
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