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MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas sugeriram nesta quarta-feira ao governo da Moldávia que “se abstenha de tomar medidas” que agravem a situação diplomática já tensa, depois que Chisinau convocou seu embaixador em Moscou para consultas nesta semana, após a queda de um drone supostamente russo em território moldavo.
A Embaixada da Rússia na Moldávia avaliou essa medida como mais uma forma de “restringir ainda mais os contatos” entre os dois países e ressaltou que ainda não há todas as informações necessárias para afirmar que o referido drone seja russo.
“Persiste a impressão de que o governo moldavo, pressionado por agentes externos, estava deliberadamente buscando um pretexto para restringir ainda mais os já limitados contatos entre a Rússia e a Moldávia”, criticou a missão diplomática russa, que ressaltou que Moscou está sempre aberta ao diálogo.
Nesta segunda-feira, a Moldávia chamou para consultas sua embaixadora em Moscou, Lilian Darii, depois que, no dia anterior, um drone supostamente russo caiu na localidade de Crocmaz, no sudeste do país, a cerca de cem quilômetros da província ucraniana de Odessa, palco frequente de ataques da Rússia.
As autoridades moldavas explicaram que o aparelho explodiu em uma área florestal após colidir com uma árvore, espalhando destroços que atingiram vários edifícios próximos. A presidente do país, Maia Sandu, classificou o ocorrido como uma nova violação do espaço aéreo perpetrada por Moscou.
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