Europa Press/Contacto/Rodrigo Reyes Marin
MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo da Rússia criticou nesta quinta-feira as autoridades japonesas por terem deliberadamente omitido a responsabilidade dos Estados Unidos nos ataques atômicos contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki, que completam nesta quinta-feira 81 anos, e, em vez disso, direcionarem suas críticas ao conflito na Ucrânia.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, reagiu dessa forma às declarações do prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, que “não mencionou os Estados Unidos, o país que lançou a bomba atômica sobre a população civil” e “em vez disso, criticou a Rússia e suas ações na Ucrânia”.
“O espelho distorcedor das narrativas ocidentais não apenas deforma a realidade, mas também molda a mente daqueles que se olham nele. Ano após ano, o prefeito de Hiroshima repete o mesmo mantra falso, submetendo o público japonês a um fluxo constante de retórica russofóbica”, repreendeu a porta-voz.
Zajarova enfatizou que a Rússia, por outro lado, e apesar de “ter sofrido a agressão japonesa” durante a Segunda Guerra Mundial, “sempre lembrou as vítimas de Hiroshima e Nagasaki e citou sua tragédia como exemplo de brutalidade inaceitável”, conforme consta em uma mensagem em suas redes sociais.
Por sua vez, fiel ao seu estilo beligerante e grosseiro, o vice-presidente do Conselho de Segurança e ex-presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, lamentou a “vergonha” de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, não ter feito nenhuma menção ao papel dos Estados Unidos naquela tragédia.
“Nem uma única vez a primeira-ministra do Japão ou qualquer outro autoridade japonesa se deu ao trabalho de mencionar quem foi o responsável. O Japão é um vassalo dos Estados Unidos. Mais cedo ou mais tarde, ele se tornará um ronin”, afirmou nas redes sociais, traçando um paralelo com esses samurais que ficaram à própria sorte na era feudal.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático