Publicado 08/06/2026 08:04

A Rússia critica o fato de as eleições na Armênia terem sido realizadas sob "uma pressão sem precedentes" sobre a oposição

O partido do primeiro-ministro, Nikol Pashinián, vence as eleições parlamentares com cerca de 50% dos votos

RÚSSIA, SÃO PETERSBURGO - 4 DE JUNHO DE 2026: A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, durante uma sessão intitulada “O sequestro da Europa: as lições da história que não foram aprendidas. Que futuro os europeus roubar
Europa Press/Contacto/Peter Kovalev

MADRID, 8 jun. (EUROPA PRESS) -

O governo da Rússia denunciou nesta segunda-feira a “pressão sem precedentes” sobre os grupos da oposição e a interferência do Ocidente, sobretudo da União Europeia (UE), nas eleições parlamentares realizadas no domingo na Armênia, das quais saiu vitorioso o partido do primeiro-ministro, Nikol Pashinián.

“No dia 7 de junho, foram realizadas eleições parlamentares na Armênia em meio a uma pressão sem precedentes sobre a oposição e à interferência do Ocidente, principalmente da UE”, inicia a nota do Ministério das Relações Exteriores, que destaca que, apesar do resultado, o partido de Pashinián “não conseguiu o monopólio do poder”.

O texto, assinado pela porta-voz do ministério, Maria Zajarova, denuncia que, durante a campanha e o dia da votação, as autoridades exerceram uma “dura repressão” contra a oposição, incluindo a Igreja Apostólica Armênia, que, apesar da veneração histórica que tem suscitado, “também foi alvo de ataques”.

Zajarova destacou como “significativo” o fato de que essa “perseguição” tenha se concentrado exclusivamente nessas formações e grupos políticos que defendem o abandono das aspirações “sem saída” de adesão à UE para estreitar laços com a Rússia e reforçar a presença da Armênia em fóruns regionais como a União Econômica Euro-Asiática (UEEA) ou a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).

Assim, ela quis deixar claro que na Armênia “existe uma clara demanda” por parte da população pelo “desenvolvimento progressivo” das relações com a Rússia e pela participação nessas estruturas de integração euro-asiática.

“Moscou sempre esteve e estará interessada em uma Armênia forte e verdadeiramente soberana. O povo armênio é nosso irmão, e desejamos-lhe paz e prosperidade”, assegurou a porta-voz, que observa uma “profunda polarização” naquele país após as eleições parlamentares deste domingo.

“Nestas circunstâncias, tomar decisões unilaterais sobre o rumo do desenvolvimento da Armênia sem levar em conta as opiniões de todos os setores da população significa conduzir o país a uma maior divisão e a uma profunda instabilidade socioeconômica”, afirmou.

Zajarova expressou seu desejo de que o governo armênio se guie “por princípios baseados nos interesses nacionais”, deixando, por sua vez, a advertência de que a Rússia adotará sua própria abordagem em relação ao vizinho de acordo com “as medidas concretas que forem adotadas pelos líderes armênios”.

O partido de Pashinián, Contrato Civil, obteve neste domingo uma vitória clara nas eleições parlamentares, ao atingir quase 50% dos votos. Após conhecer os resultados dessa “vitória histórica”, ele prometeu dar continuidade à aproximação com a União Europeia (UE) e impulsionar o processo de paz com o Azerbaijão e a Turquia.

Destaca-se a entrada na próxima Assembleia da Armênia do partido “Armênia Forte”, fundado em 2025 e com simpatias por Moscou, que conquistou 23% dos votos, tornando-se assim a segunda força eleita pelo eleitorado.

A Aliança Armênia — com 9,9% dos votos e uma perda de onze deputados em relação à legislatura anterior — e a Armênia Próspera — com cinco representantes, graças ao fato de ter atingido o limite eleitoral de 4% dos votos — são as outras duas formações, ambas pró-Rússia, que conseguiram representação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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