MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou nesta quinta-feira o embaixador do México no país, Eduardo Villegas Megías, para expressar sua “profunda preocupação” com a suposta “detenção ilegal” de uma menor de idade de nacionalidade russa no país norte-americano.
Foi o que informou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que indicou ter transmitido a Villegas o protesto oficial do governo russo a respeito, ao mesmo tempo em que lembrou que a cidadã em questão “está sendo detida ilegalmente” pelas forças mexicanas em “uma instituição fechada especializada”.
Nesse sentido, exigiu às autoridades do México que garantam “imediatamente o acesso consular à menor”, identificada como Kristina Romanova, e pediu que “resolvam sua situação o mais rápido possível”. “Quero enfatizar o seguinte: isso diz respeito a uma cidadã russa e é necessário criar todas as condições necessárias para seu retorno”, afirmou, ao mesmo tempo em que alertou que, caso se prolongue, a situação poderia ser qualificada como “desaparecimento forçado”.
A menor, de 17 anos, chegou ao México junto com sua mãe adotiva, uma cidadã russa naturalizada mexicana. Em 2023, autoridades do Sistema para o Desenvolvimento Integral da Família do Estado do México (DIFEM) detectaram possíveis riscos de violência familiar e um suposto abuso por parte de um meio-irmão.
Posteriormente, em setembro de 2024, ela foi dada como desaparecida após sair sem autorização de um abrigo em Toluca e, em seguida, foi localizada em Tijuana — embora sua mãe tenha acusado supostos agentes mexicanos de tê-la sequestrado. Depois disso, funcionários da Embaixada da Rússia no país conseguiram se reunir com a menor em várias ocasiões, encontros nos quais ela teria expressado seu desejo de voltar para a Rússia.
No entanto, a repatriação não se concretizou, o que resultou em uma crise diplomática entre os dois países. Romanova permanece, por enquanto, em uma instituição especializada do Ministério Público do México, mas não há acusações de nenhum crime contra ela, razão pela qual as autoridades russas consideram que sua presença em solo mexicano é “ilegal”.
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