Publicado 13/03/2026 11:14

A Rússia convoca os embaixadores da França e do Reino Unido por "envolvimento direto" no ataque em Briansk

26 de fevereiro de 2026, Rússia, Moscou: Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, chega para uma reunião do Conselho Supremo do Estado da União entre a Rússia e a Bielorrússia no Kremlin, em Moscou. Foto: Pavel Byrkin/TASS via ZUMA Press
Pavel Byrkin/TASS via ZUMA Press / DPA

MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - O Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou nesta sexta-feira os embaixadores da França e do Reino Unido em Moscou para solicitar explicações sobre o “envolvimento direto” de ambos os países no ataque perpetrado na terça-feira contra a província de Briansk, que causou pelo menos sete mortos e mais de 40 feridos.

“É evidente para nós que o ataque com mísseis contra Briansk não teria sido possível sem a participação de especialistas britânicos e franceses, bem como sem a transferência de informações para o regime neonazista de Kiev”, afirmou o ministério russo em um comunicado publicado em seu site.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia solicitou, assim, aos embaixadores britânico e francês, Nigel Casey e Nicolas de Riviére, respectivamente, que tanto a França quanto o Reino Unido ofereçam uma “resposta pública” clara sobre o ocorrido, incluindo uma “condenação enérgica e inequívoca do ataque terrorista perpetrado pelas Forças Armadas ucranianas em Briansk”.

“Se Londres e Paris continuarem sendo cúmplices dos crimes de guerra do regime de Kiev, essas capitais europeias serão responsáveis pelos efeitos destrutivos do conflito armado e pela escalada das tensões”, argumentou.

Moscou assegurou ainda que o bombardeio de Briansk é “uma provocação deliberada destinada a minar os esforços” para um “acordo pacífico” do conflito na Ucrânia. “A ausência de condenação seria considerada uma consolidação do uso de métodos terroristas, vergonhosa para países que são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, observou.

“Exorta-se as partes britânica e francesa a abandonarem suas ações desumanas em sua ânsia por melhorar sua imagem política”, declarou, pedindo a ambos os países europeus que voltem a colocar a crise ucraniana no centro de sua agenda no contexto da atual escalada no Oriente Médio.

O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, já acusou Londres na quarta-feira de ser responsável pelo ataque devido ao seu papel no treinamento das Forças Armadas ucranianas no manuseio dos mísseis de cruzeiro de longo alcance de fabricação britânica Storm Shadow.

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou na terça-feira nas redes sociais que havia lançado esses mísseis contra uma fábrica de componentes para armas na região, o que causou “danos significativos” a essas instalações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado