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MADRID 19 dez. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev, comemorou nesta sexta-feira a "grande vitória da lei e do senso comum" e o "golpe fatal" para a União Europeia, depois que uma cúpula europeia em Bruxelas acabou aprovando um empréstimo de 90 bilhões de euros para manter a Ucrânia à tona pelos próximos dois anos, mas sem recorrer, por enquanto, aos ativos russos congelados.
Dmitriev, por meio do site de rede social X, descreveu a decisão como um "golpe fatal" para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e para o chanceler alemão, Friedrich Merz, que ele destacou entre os "belicistas" do continente.
"Vocês queimaram capital político ao pressionar por medidas ilegais contra as reservas russas e fracassaram", disse o conselheiro do presidente russo, Vladimir Putin, dirigindo-se aos líderes europeus mencionados acima, afirmando que "o mundo inteiro acabou de vê-los fracassar em sua tentativa de intimidar os outros para que violem a lei".
Minutos antes, em outra publicação, ele se referiu à renúncia temporária do uso de ativos russos congelados no financiamento da Ucrânia como "uma grande vitória para a lei e o bom senso, e para as vozes da razão na Europa que protegeram a União Europeia, o euro e a Euroclear", uma instituição financeira sediada na capital belga, da qual o Banco Central russo está reclamando mais de 193 bilhões de euros pelo uso "direto ou indireto" não autorizado de ativos.
Dmitriev, portanto, aplaudiu a decisão de Bruxelas de não usar os ativos russos congelados para financiar a Ucrânia no contexto da guerra com a Rússia, apesar de os líderes europeus terem concordado com um empréstimo a Kiev de 90 bilhões de euros nos próximos dois anos e de o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ter declarado que a União "se reserva o direito de usar os ativos congelados para pagar esse empréstimo".
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