Publicado 28/04/2025 05:44

A Rússia considera "indispensável" o reconhecimento da Crimeia e de Donbas como regiões russas para que se chegue a um acordo

Ele enfatiza a disposição de Trump de "entender" as "raízes" do conflito e diz que está esperando um "sinal" de Kiev para retomar as negociações diretas.

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em uma foto de arquivo.
Tasr/TASR/dpa - Arquivo

MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, qualificou nesta segunda-feira como "indispensável" o reconhecimento da Crimeia e do Donbas como regiões russas para chegar a um acordo definitivo com a Ucrânia que ponha fim à invasão iniciada há três anos por ordem do presidente Vladimir Putin.

Para Lavrov, é "imperativo" que a Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014, bem como as províncias de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporiyia, todas localizadas no leste da Ucrânia, na região de Donbas, sejam oficialmente declaradas russas e reconhecidas pela comunidade internacional.

As obrigações de Kiev devem ser estipuladas para fins legais e os mecanismos para seu cumprimento devem ser estabelecidos", disse Lavrov durante uma entrevista ao jornal brasileiro "O Globo". Ele ressaltou que Moscou reiterou seu desejo de que a Ucrânia se afaste da OTAN e demonstre uma postura "neutra" como um país "não alinhado".

O ministro também indicou que é necessário "superar as consequências do governo do regime neonazista em Kiev, que foi formado em fevereiro de 2014 e que levou a ações legislativas para exterminar tudo o que é russo, da língua às tradições".

É por isso que ele especificou que também é necessário "desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia", bem como "retirar as sanções" e "devolver os ativos russos congelados" pelos países ocidentais. "A Rússia buscará garantias de segurança confiáveis diante das ameaças da OTAN, da União Europeia e de qualquer Estado que faça fronteira com o Ocidente", disse ele.

No entanto, ele ressaltou que a atual administração dos EUA, liderada pelo presidente Donald Trump, está tentando "entender as raízes da crise". "Trump lamentou em várias ocasiões que, se o governo anterior não tivesse entregue a Ucrânia à OTAN, não haveria conflito", disse ele.

"O diálogo para encontrar uma solução continua e esperamos que produza resultados aceitáveis para ambos os lados", disse Lavrov, ressaltando que, ao contrário dos EUA, a UE "parece determinada a minar qualquer conquista sob o pretexto de que não foi realmente convidada para a mesa de negociações".

Nesse sentido, ele afirmou que a Rússia "continua disposta a negociar", mas ressaltou que a UE "está se preparando para o possível envio de contingentes militares para a Ucrânia, apesar dos avisos de Moscou". "A bola não está em nosso campo. Por enquanto, Kiev não demonstrou sua capacidade de negociar", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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