Europa Press/Contacto/Vladimir Smirnov
MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin considerou "compreensível" a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar mais armas para a Ucrânia, uma posição tomada depois que a Rússia voltou a intensificar seus ataques, e observa que essa é uma prática "ativa" também dos países europeus.
"É claro que o envio de armas continua, é compreensível. Está claro que os europeus também estão ativamente envolvidos no fornecimento de armas para a Ucrânia", disse o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, na terça-feira.
No entanto, Peskov reprovou o fato de que essas remessas claramente colocam em risco qualquer tentativa de facilitar uma solução pacífica e negociada para a guerra. "A linha que os europeus escolheram tem o objetivo absoluto de facilitar fisicamente a continuação da ação militar", disse ele.
Quanto ao tipo e à quantidade de armas que os EUA planejam entregar à Ucrânia, Peskov disse acreditar que levará algum tempo para esclarecer o que chegará aos arsenais de Kiev, já que "há muitas informações contraditórias circulando", disse ele, de acordo com a Interfax.
Por outro lado, ele ressaltou que o lado russo está esperando para ouvir a proposta de Kiev sobre possíveis datas para uma terceira reunião direta, após as realizadas em 16 de maio e 2 de junho em Istambul.
"Estamos aguardando propostas do lado ucraniano sobre possíveis datas. Assim que elas forem acordadas, e esperamos que sejam, nós as anunciaremos imediatamente", disse o porta-voz do Kremlin.
Na segunda-feira, o presidente Trump decidiu enviar uma nova remessa de armas para a Ucrânia, apenas alguns dias depois de suspender as entregas acordadas pelo governo Biden, após a Rússia ter intensificado seus ataques nos últimos dias.
"Vamos enviar mais armas. Temos que enviar. Eles têm que ser capazes de se defender. Eles estão sofrendo ataques muito duros agora", disse Trump, que afirmou estar "desapontado" com seu colega russo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático