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MADRID 15 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas confirmaram nesta sexta-feira que mantêm contato com o governo de Cuba para tratar de “uma situação verdadeiramente difícil” na ilha, causada pelos contínuos apagões decorrentes da falta de combustível, em consequência do endurecimento do bloqueio norte-americano desde o início do ano.
“Mantemos contato com a cúpula cubana, que são nossos amigos”, disse o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, durante uma coletiva de imprensa. “A situação é realmente difícil. É tudo o que posso dizer”, acrescentou, segundo a agência de notícias russa Interfax.
As autoridades cubanas confirmaram na quarta-feira que não resta “absolutamente nada” de diesel e óleo combustível e destacaram que a situação é “crítica” devido ao bloqueio norte-americano. “A única coisa que temos é gás de nossos poços, cuja produção realmente cresceu, e o petróleo nacional, cuja produção também vem crescendo”, afirmou o ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy.
Washington impôs em janeiro um bloqueio petrolífero à ilha, ameaçando com sanções e tarifas qualquer país que forneça energia a Cuba, o que agravou a crise de abastecimento, especialmente após a perda do fornecimento da Venezuela no início do ano, na sequência da operação militar norte-americana em Caracas, que resultou em mais de cem mortos e na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.
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