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MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas confirmaram nesta segunda-feira que retomaram os ataques contra o território ucraniano após o fim da trégua decretada pelo presidente russo, Vladimir Putin, por motivos humanitários durante a Páscoa Ortodoxa.
“A Rússia pretende alcançar a paz na Ucrânia por meio de negociações, mas até o momento isso não foi possível e a operação militar especial (nome utilizado por Moscou para se referir à guerra) continua”, afirmou em declarações à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, segundo a agência de notícias TASS.
Peskov afirmou que “qualquer ação que alimente as aspirações militaristas do regime de Kiev não contribui para a busca de uma solução pacífica”. “Os europeus não escondem sua postura geral de querer continuar com esta guerra”, argumentou.
O Ministério da Defesa russo contabilizou 6.558 violações do cessar-fogo por parte do Exército da Ucrânia durante a trégua. “As Forças Armadas ucranianas continuaram lançando ataques com drones e artilharia contra nossas posições militares, bem como contra alvos civis nas zonas fronteiriças das regiões de Belgorod e Kursk”, detalhou.
Por sua vez, o Estado-Maior do Exército ucraniano indicou anteriormente em um comunicado publicado nas redes sociais que “no total, foram registradas 10.721 violações por parte do inimigo desde a declaração do cessar-fogo”.
Peskov já havia anunciado na véspera que retomariam os ataques contra a Ucrânia após o fim da trégua da Páscoa, que entrou em vigor em 11 de abril às 16h, horário de Moscou (15h na Espanha peninsular), e se estendeu até a meia-noite de 12 de abril.
A Rússia impôs condições durante as negociações que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, considera absolutamente inaceitáveis, como a concessão da soberania dos territórios conquistados por Moscou desde o início do conflito ou garantias de que Kiev renunciará às suas pretensões de aderir à OTAN.
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