Publicado 19/08/2025 08:34

Rússia confirma que está pronta para se reunir com Zelenski após a cúpula dos EUA

31 de julho de 2025, Rússia, Moscou: O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observa durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores e Expatriados da Síria, Asaad al-Shaibani (não retratado), na Casa de Recepção do Ministér
Sergei Bulkin/TASS via ZUMA Pres / DPA

MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo russo está aberto a "qualquer formato" de reunião para tentar aproximar as posições sobre a Ucrânia, uma disposição expressa pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que abriria a porta para uma futura reunião com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

"Não estamos renunciando a nenhuma forma de trabalho, nem bilateral nem trilateral, o presidente (Vladimir Putin) já disse isso em várias ocasiões", explicou o chefe da diplomacia russa em declarações à televisão.

No entanto, ele advertiu que "o principal" é que qualquer reunião futura deve ser planejada em detalhes e não organizada apenas para "benefício imediato de propaganda" na mídia ou nas redes sociais. "Qualquer contato envolvendo os principais líderes deve ser preparado com o máximo cuidado", acrescentou.

Moscou sempre questionou a legitimidade de Zelenski para sentar-se à mesa de negociações, mas as posições parecem ter mudado na esteira dos esforços diplomáticos lançados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que novamente falou com Putin por telefone na segunda-feira, enquanto recebia o líder ucraniano na Casa Branca.

Para Lavrov, está "claro" que tanto Trump quanto o restante de sua equipe "desejam sinceramente alcançar um resultado de longo prazo, sustentável e confiável". O ministro também elogiou a "boa atmosfera" da reunião da última sexta-feira no Alasca entre Putin e Trump.

O chefe da diplomacia russa separou a aparente disposição de Washington em negociar com as posições dos líderes europeus, a quem ele reprovou por continuarem a pedir um cessar-fogo enquanto diziam que "continuariam a enviar armas para a Ucrânia".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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