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MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, comemorou nesta segunda-feira a chegada dos primeiros petroleiros russos a Cuba, em meio ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos para pressionar as autoridades da ilha. “Não podemos ficar indiferentes”, afirmou.
“Estamos satisfeitos que este lote de derivados de petróleo tenha chegado à ilha”, declarou o porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, após o acordo alcançado com os Estados Unidos para permitir o fornecimento de combustível à ilha.
“A Rússia considera que é seu dever não ficar à margem e prestar a ajuda necessária aos amigos cubanos. Não podemos nos mostrar indiferentes diante da situação desesperadora que os cubanos vivem hoje”, afirmou, segundo a Interfax.
Nesse sentido, ele antecipou que continuarão trabalhando para oferecer ajuda a Cuba e confirmou que se trata de uma questão que já foi levantada nas reuniões realizadas nas últimas semanas com autoridades de Washington.
Nas últimas horas, o Ministério dos Transportes da Rússia confirmou que o petroleiro russo “Anatoli Kolodkin” atracou no porto de Matanzas com uma carga de 100 mil toneladas de petróleo, rompendo assim com o bloqueio que há vários meses vinha estrangulando os serviços básicos do pequeno país caribenho.
Este novo bloqueio dos Estados Unidos, que se soma ao histórico cerco econômico de mais de sete décadas, provocou uma crise energética, além do colapso de indústrias e serviços básicos, o que levou as Nações Unidas a apresentar um plano de ação para enfrentar essa situação.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos autorizou a chegada a Cuba deste petroleiro, que poderia fornecer um abastecimento vital de energia à ilha, após meses de um bloqueio energético efetivo. A decisão das autoridades dos Estados Unidos representa uma concessão incomum em relação ao bloqueio endurecido da ilha, no âmbito do qual Washington chegou a ameaçar impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo a Cuba.
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