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MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas confirmaram nesta quarta-feira que lançaram um ataque de "precisão" contra "bases aéreas militares" na Ucrânia, depois que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou Moscou de realizar seu "maior ataque" ao país desde o início da invasão em fevereiro de 2022.
"As Forças Armadas russas realizaram um ataque com armas de precisão de longo alcance lançadas do ar, incluindo mísseis hipersônicos 'Kinzhal' e drones contra a infraestrutura de bases aéreas militares (na Ucrânia)", disse o Ministério da Defesa russo.
Ele enfatizou em uma declaração publicada em sua conta no Telegram que "o objetivo do ataque foi alcançado". "Todos os alvos designados foram atingidos", disse, depois que a Ucrânia afirmou que o principal alvo do ataque era a cidade de Lutsk, na província de Volônia, no noroeste do país.
Ele também afirmou que as forças russas haviam obtido mais ganhos territoriais na província de Donetsk, no leste da Ucrânia, com a tomada da cidade de Tolstoy, mas as autoridades ucranianas não comentaram essa informação.
Horas antes, Zelenski havia acusado a Rússia desse "novo ataque maciço" contra o país e confirmou que "o maior número de objetos aéreos em um dia" havia sido lançado. "A maioria deles foi abatida", exaltou em uma mensagem publicada em sua conta na rede social X, na qual ressaltou que "esta é mais uma prova da necessidade de sanções" contra Moscou para lidar com a invasão.
Ele pediu "sanções drásticas contra o petróleo, que tem alimentado a máquina de guerra de Moscou com dinheiro por mais de três anos de guerra" e "sanções secundárias para aqueles que compram esse petróleo e, portanto, financiam os assassinatos". "Nossos parceiros sabem como exercer pressão para forçar a Rússia a pensar em acabar com a guerra, e não em lançar novos ataques. Qualquer pessoa que queira a paz deve agir", reiterou.
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