Publicado 20/03/2026 08:28

A Rússia condena os ataques "imprudentes" da Ucrânia contra os gasodutos TurkStream e Blue Stream

Archivo - Arquivo - Os presidentes da Rússia e da Turquia, Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan, durante o lançamento do projeto Turkstream.
-/Turkish Presidency/dpa - Arquivo

MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades russas denunciaram nesta sexta-feira os ataques “temerários” das forças ucranianas contra os gasodutos Turkstream e Blue Stream, que servem para transportar gás natural do território russo para a Turquia através do Mar Negro, uma situação que ocorre enquanto Moscou “comete atos terroristas contra petroleiros russos e estrangeiros em águas internacionais”.

“Essas ações temerárias de Kiev são coerentes com os ataques terroristas autorizados contra petroleiros russos e estrangeiros em águas internacionais do Mediterrâneo e do Mar Negro, bem como contra a infraestrutura do Consórcio do Oleoduto do Cáspio, uma empresa com importante capital estrangeiro”, indicou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, em um comunicado.

Nesse sentido, ela alertou que “por meio desses métodos, o regime de (Volodimir) Zelenski espera não apenas enfraquecer a posição da Rússia como fornecedora confiável e país de trânsito de recursos energéticos, mas também manter a crise ucraniana no centro da atenção internacional, especialmente no contexto da rápida evolução geopolítica no Oriente Médio”.

Além disso, lamentou que isso “possa acarretar consequências diretas que prejudiquem gravemente a segurança energética regional, o que ameaça desestabilizar ainda mais o mercado energético global”. “Embora os países ocidentais admitam que a situação do mercado é problemática sem os recursos energéticos russos, o regime de Zelenski se opõe abertamente aos seus interesses”, afirmou.

“O fato de o ataque ucraniano ter coincidido com as reuniões de Zelenski com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Londres, em 17 de março, leva inevitavelmente a pensar em seus verdadeiros beneficiários, uma das principais tarefas dos quais é impedir uma solução sustentável para a crise ucraniana, abordando suas causas profundas, em consonância com os acordos alcançados durante a cúpula russo-americana no Alasca em 15 de agosto de 2025”, destacou.

Por fim, ele afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que o inimigo “está realizando esses ataques em uma situação em que não consegue atingir seu objetivo principal: infligir uma derrota estratégica ao nosso país no campo de batalha”. “O objetivo é claro: interromper o processo de negociação diplomática e destruir tudo o que já foi alcançado nas negociações”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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