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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
A operadora nuclear russa Rosatom alertou nesta quarta-feira sobre a "evolução negativa" da situação em torno da usina nuclear iraniana de Bushehr, alvo de outro ataque na terça-feira, e afirmou que reduzirá "ao mínimo" o número de seus especialistas nas instalações.
“A situação na usina nuclear de Bushehr continua evoluindo de forma negativa”, disse o diretor da Rosatom, Alexei Lijachev, que confirmou um ataque “contra os arredores de uma unidade operacional”.
“Felizmente, não há vítimas”, assinalou, antes de destacar que está prevista a evacuação de outras duas equipes da Rosatom nos próximos dias, no âmbito de uma redução do pessoal “até que a situação volte ao normal”, conforme informou a agência de notícias russa TASS.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o Irã comunicou na terça-feira que “outro projétil atingiu as instalações da usina nuclear de Bushehr”, sem causar danos nem vítimas. “A situação da usina é normal”, afirmou nas redes sociais.
O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, reiterou seu apelo à “máxima contenção” para “evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”, em meio à ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, no meio das negociações entre Teerã e Washington para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
A usina, operada pela Rosatom, possui um reator de mil megawatts em funcionamento e outros dois em construção, cada um com a mesma capacidade. O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, alertou recentemente Washington sobre o risco que representa atacar usinas nucleares no Irã.
As autoridades do Irã confirmaram em seu último balanço mais de 1.500 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado o número para mais de 3.000 mortos.
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