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MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas condenaram o que consideram um bloqueio “ilegal” por parte dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, onde impuseram um bloqueio perimetral, antes de alertar que o Exército norte-americano interceptará “em águas internacionais” qualquer navio que tenha pago ao Irã para atravessar esse ponto estratégico.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que se trata de medidas “unilaterais”. “De modo geral, as medidas dos Estados Unidos para estabelecer um bloqueio marítimo do estreito de Ormuz, seja por meio da interceptação de navios ou do bloqueio de portos iranianos, devem ser consideradas exclusivamente unilaterais e ilegítimas, tanto do ponto de vista da Carta das Nações Unidas quanto do direito marítimo internacional”, afirmou durante uma coletiva de imprensa, segundo informações da agência TASS.
Nesse sentido, ela criticou a proposta do Reino Unido e da França, que convocaram uma conferência para esta sexta-feira sobre o assunto. “A missão proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para restaurar a navegação é um projeto fracassado”, observou, embora Paris tenha defendido a iniciativa liderada em conjunto com o Reino Unido para formar uma coalizão internacional que organize uma missão naval pacífica para monitorar a reabertura da passagem estratégica.
O Exército dos Estados Unidos garantiu na quarta-feira que nenhum navio havia cruzado o estreito de Ormuz nas primeiras 48 horas desde a imposição do bloqueio naval ordenado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após o fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã realizadas no sábado na capital do Paquistão, Islamabad.
Os Estados Unidos vêm sinalizando que o bloqueio total aos portos do Irã está surtindo efeito e que conseguiu “paralisar completamente” o comércio que “entra e sai” do país asiático por via marítima, após o bloqueio ordenado por Trump.
Essa medida ocorre após as negociações no Paquistão no último fim de semana, que terminaram sem acordo entre Washington e Teerã para a cessação definitiva das hostilidades, enquanto permanece em vigor um cessar-fogo de 15 dias, que visa precisamente dar espaço à diplomacia para alcançar um pacto mais amplo que ponha fim à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, em troca do levantamento das sanções ao Irã, do retorno à normalidade no Estreito de Ormuz e de que a República Islâmica firme um novo acordo nuclear.
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