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MADRID 30 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas asseguraram nesta terça-feira que as eleições legislativas de domingo na Moldávia são "fraudulentas", depois que o partido governista revalidou sua maioria no Parlamento, justamente em um contexto no qual foi denunciada a suposta interferência de Moscou.
"As eleições são fraudulentas. Estou até surpreso como a votação pode ser tão flagrantemente manipulada", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em um evento em Sochi, segundo a TASS.
Lavrov chamou o presidente da Moldávia, Maia Sandu, de "porta-voz da retórica antirrussa" em seu país, mas também na região como um todo.
O Partido de Ação e Solidariedade (PAS) de Sandu conseguiu revalidar sua maioria legislativa, em contraste com a grande maioria das pesquisas que previam um parlamento altamente fragmentado, com uma forte presença de forças pró-Moscou.
Entre elas, o Bloco Patriótico (BP) do ex-presidente da Moldávia, Igor Dodon, que conquistou 26 cadeiras contra 55 do PAS. O Bloco Alternativo, com oito assentos, e o Nosso Partido - eurocético e russófilo - conquistaram seis assentos, o mesmo que o Democracia em Casa, que favorece a união com a Romênia.
Essas eleições foram marcadas por alegações de interferência russa sem precedentes, incluindo a compra de votos, mas também por meio de campanhas de desinformação nas redes sociais, ataques cibernéticos e a preparação de tumultos.
O PAS, o único partido com aspirações pró-europeias no parlamento, apelou à comunidade internacional pedindo ajuda para lidar com essas ameaças. O presidente Sandu disse na segunda-feira que "a Rússia não desistirá completamente da Moldávia". Enquanto isso, a oposição negou todas essas acusações.
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