Publicado 11/02/2026 08:33

A Rússia avisa que adotará "contramedidas apropriadas" em caso de "militarização" da Groenlândia.

Bandeira da Groenlândia.
Rafael Bastante - Europa Press

Lavrov garante que isso incluiria medidas “militares e técnicas” e defende manter o Ártico como “uma zona de paz” MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -

O governo da Rússia anunciou nesta quarta-feira que adotará “contramedidas apropriadas”, incluindo ações “em nível militar e técnico”, caso a ilha da Groenlândia, parte da Dinamarca, seja “militarizada”, no âmbito das exigências e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma anexação do território.

“Se a Groenlândia for militarizada e forem criadas lá capacidades militares dirigidas contra a Rússia, adotaremos contramedidas apropriadas, incluindo algumas a nível militar e técnico”, disse o ministro das Relações Exteriores russo, que insistiu que a situação na Groenlândia neste momento “não afeta diretamente” Moscou.

“Os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia devem resolver isso entre si, levando em consideração a opinião dos residentes da ilha, que têm sido tratados de forma bastante dura por Copenhague há décadas, sendo cidadãos de segunda classe, por assim dizer”, afirmou.

Nesse sentido, reiterou que a “posição fundamental” do governo russo é que “o Ártico deve continuar sendo uma zona de paz e cooperação”, conforme divulgado pela agência de notícias russa TASS.

Washington afirmou em várias ocasiões que a Dinamarca não tem capacidade para defender a Groenlândia e garantiu que a Rússia e a China procuram tirar partido da situação, algo negado por Moscovo e Pequim, que pediram aos Estados Unidos para não usarem estes argumentos para justificar as suas aspirações expansionistas face a um aliado da OTAN.

Em janeiro passado, após repetidas ameaças de anexar a ilha, Trump afirmou que havia estabelecido, juntamente com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, o “marco para um futuro acordo” em relação à Groenlândia e anunciou a retirada das tarifas anunciadas para vários países europeus.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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