Publicado 23/05/2026 10:50

A Rússia atribui o fracasso das negociações do TNP ao ataque ao Irã e à "agenda destrutiva" da UE

5 de maio de 2026, Nova York, Nova York, EUA: Delegados sentados com fones de ouvido, documentos e crachás durante discussões informais na segunda semana da Conferência de Revisão do TNP de 2026 na sede da ONU. A conferência, com duração de um mês, contin
Europa Press/Contacto/Bianca Otero

MADRID 23 maio (EUROPA PRESS) -

O governo russo apontou o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a “agenda destrutiva” da UE como o principal motivo do fracasso da última conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

“O obstáculo mais sério para alcançar os objetivos da conferência foi a agressão de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã sob o pretexto inventado de ‘proteger’ o regime de não proliferação nuclear”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado, referindo-se à ofensiva “não provocada, injustificada e ilegal” contra o Irã.

Considera ainda que as delegações do “Ocidente coletivo” presentes nas sessões em Nova York “tinham seus próprios objetivos políticos alheios ao TNP”, o que resultou em uma “atmosfera desfavorável”. “Fizeram todo o possível para dificultar um diálogo produtivo, com uma agenda destrutiva centrada em criticar a Rússia, a China, o Irã e a Coreia do Norte”, assinalou Moscou.

Como exemplo, afirma que os países europeus e da OTAN justificaram os testes nucleares que realizavam para “reforçar o regime de não proliferação”.

A conferência terminou na última sexta-feira, após quatro semanas de negociações na sede da ONU em Nova York, e espera-se que a próxima conferência de revisão ocorra em 2031.

O próprio secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua “decepção com a incapacidade” da conferência “de alcançar um consenso sobre um resultado substancial e aproveitar esta oportunidade crucial para tornar nosso mundo um lugar mais seguro”.

“Um mundo livre de armas nucleares continua sendo a máxima prioridade de desarmamento das Nações Unidas e um objetivo com o qual o Secretário-Geral mantém seu firme compromisso. O Tratado é a pedra angular do regime mundial de desarmamento e não proliferação nuclear e um elemento essencial para promover os usos pacíficos da energia nuclear”, acrescentou.

Os Estados Unidos buscam há anos garantias permanentes de que o Irã não fabricará uma bomba atômica, enquanto Teerã tem insistido em inúmeras ocasiões que seu programa tem caráter exclusivamente civil e pacífico, dentro dos limites estabelecidos no TNP.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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