Publicado 20/08/2026 08:34

A Rússia aponta o Reino Unido como o maior impulsionador europeu do apoio à Ucrânia, diante do “cansaço” dos demais

RÚSSIA, REGIÃO DE MOSCOU – 27 DE JULHO DE 2026: O porta-voz do presidente russo Putin, Dmitry Peskov, discursa no Fórum Educacional da Juventude de Toda a Rússia de 2026, intitulado “Território de Significados”, no Workshop de Gestão de Senezh, em Solnech
Europa Press/Contacto/Valery Sharifulin

MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin apontou nesta quinta-feira o Reino Unido como um dos principais responsáveis por manter o apoio militar à Ucrânia e por fazer “tudo o que for possível” para amenizar os sinais de “cansaço” que, em sua opinião, começam a surgir nos demais países da região.

“Há um grupo de países na Europa que está aumentando seu envolvimento nesta guerra — seja de forma direta, tecnológica, técnica etc., por exemplo, o Reino Unido”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, em entrevista coletiva.

“Esses países estão fazendo tudo o que podem para conter esse cansaço e, por outro lado, para impedir que ele se desenvolva e para incentivar os países europeus, por todos os meios possíveis, a continuar essa guerra”, disse Peskov.

As relações tensas entre Londres e Moscou se agravaram ainda mais em consequência do renovado apoio militar à Ucrânia, a ponto de a Rússia ter advertido que tomará represálias além dos territórios onde a guerra está sendo travada, caso seus interesses estejam em risco.

“Temos o direito de considerar que a orgulhosa declaração sobre a participação direta de mísseis britânicos nos ataques contra a Rússia constitui uma participação na guerra, com todas as consequências que isso acarreta”, afirmou nesta semana o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

SEM REUNIÃO COM OS EUA À VISTA

Por outro lado, o porta-voz do Kremlin também descartou, nos próximos dias, um novo encontro entre representantes de Moscou e os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff.

Assim, Peskov informou que não foram marcadas “datas específicas” para uma próxima visita dos delegados de Trump. “Pelo que sabemos, os negociadores americanos estão trabalhando ativamente em outras áreas de sua política externa”, limitou-se a observar.

“Eles são sempre bem-vindos em Moscou. São sempre interlocutores bem-vindos”, acrescentou Peskov, que, por outro lado, também descartou uma solução pacífica para a guerra na Ucrânia, tendo em vista a situação atual na linha de frente e os ataques ucranianos contra território russo. “Dada a postura do regime de Kiev, não há motivos para otimismo”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado