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MADRID 9 out. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin expressou nesta quinta-feira seu apoio ao acordo alcançado nas últimas horas entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para implementar a primeira fase do plano para o futuro da Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora tenha pedido para esperar sua ratificação.
"Esperamos que a assinatura ocorra hoje e, em seguida, sejam tomadas medidas para implementar o acordo", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, que se recusou a comentar se Trump merece o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho de mediação.
"Certamente apoiamos esses esforços. O fato de um cessar-fogo ter sido alcançado em Gaza é motivo de satisfação geral", disse ele, antes de enfatizar que "todos esses esforços são bem-vindos", sem endossar abertamente a candidatura de Trump, de acordo com a agência de notícias russa Interfax.
Trump revelou em sua conta na rede social Truth que as partes aceitaram sua proposta após negociações indiretas no Egito nos últimos dias, depois das quais o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou de "um grande dia para Israel" e anunciou que seu Executivo se reunirá hoje para assinar o acordo. O Hamas confirmou "um acordo para acabar com a guerra em Gaza, retirar a ocupação, permitir a ajuda humanitária e trocar prisioneiros".
A ofensiva israelense contra a Faixa, lançada após os ataques de 7 de outubro de 2023, deixou até agora cerca de 67.200 palestinos mortos - entre eles 460, incluindo 154 crianças, de fome e desnutrição - de acordo com as autoridades de Gaza controladas pelo Hamas, em meio a críticas internacionais às ações do exército israelense, especialmente sobre o bloqueio às entregas de ajuda, o que levou o norte de Gaza a ser declarado uma zona de fome.
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