MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin disse nesta terça-feira que "toma nota" do novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no dia anterior anunciou que estava reduzindo o prazo para um cessar-fogo na Ucrânia de 50 para 10 dias, antes de começar a impor tarifas de 100% sobre a Rússia e seus parceiros comerciais.
"Tomamos nota das declarações do presidente Trump. A operação militar especial continua e continuamos comprometidos com o processo de paz para resolver o conflito em torno da Ucrânia e para garantir nossos interesses nesse processo", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
O porta-voz do Kremlin também evitou comentar o desinteresse de Trump em sentar-se para negociar com o presidente russo, Vladimir Putin, com quem disse na segunda-feira estar "muito decepcionado" com sua postura em relação ao processo de paz. "Prefiro evitar qualquer julgamento", disse Peskov.
"Mais uma vez, tomamos nota das declarações do presidente Trump", disse o porta-voz de Putin em uma coletiva de imprensa, segundo a Interfax.
No entanto, Peskov lembrou que uma eventual reunião cara a cara não é uma questão que tenha sido abordada por nenhum dos lados nas reuniões que Washington e Moscou realizaram em todos os níveis desde o retorno de Trump à Casa Branca. "Essa questão não estava na agenda, nem está na agenda", concluiu.
Nesta segunda-feira, antes de se reunir a portas fechadas com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Trump voltou a expressar seu descontentamento com o presidente Putin, a quem reprovou por continuar bombardeando cidades ucranianas.
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