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MADRID, 12 abr. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, confirmou que a Rússia retomará seus ataques contra a Ucrânia assim que a trégua declarada pela Páscoa ortodoxa chegar ao fim à meia-noite de hoje, antes de lembrar ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que a guerra pode terminar “hoje mesmo” se ele aceitar os termos propostos por Moscou, que Kiev considera intoleráveis.
“Queremos uma paz duradoura. E a paz duradoura será alcançada quando garantirmos nossos interesses e atingirmos os objetivos que nos propusemos desde o início. Isso pode ser feito ainda hoje”, afirmou Peskov.
A Rússia impôs condições que Zelenski considera absolutamente inaceitáveis, como a concessão da soberania dos territórios conquistados por Moscou desde o início do conflito, ou garantias de que Kiev renunciará às suas pretensões de aderir à OTAN.
“Zelenski deve tomar uma série de decisões que me parecem óbvias, e quando o fizer, caminharemos rumo à paz”, afirmou em declarações divulgadas pela agência TASS. “Mas, até que ele reúna a coragem necessária para assumir essa responsabilidade, a operação na Ucrânia continuará após o término do cessar-fogo”, concluiu.
O fato é que a Ucrânia e a Rússia denunciaram nesta manhã que o cessar-fogo tem sido basicamente letra morta, após se acusarem mutuamente de cerca de 2.000 violações cada uma durante a suspensão das hostilidades.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia informou sobre 120 confrontos e 2.299 violações do cessar-fogo até às 7h00 deste domingo, desde as 16h00 de sábado, quando a trégua entrou em vigor. Por sua vez, o Ministério da Defesa russo acusou a Ucrânia de 1.971 violações do cessar-fogo nas primeiras 16 horas de vigência do acordo, entre as 16h de sábado e as 8h de domingo.
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