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MADRID, 27 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo da Rússia anunciou nesta segunda-feira uma “expansão significativa” de sua lista de representantes de países europeus aos quais proíbe a entrada no país, em resposta ao vigésimo pacote de sanções aprovado na semana passada pela União Europeia (UE) contra Moscou por sua invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
O Ministério das Relações Exteriores russo indicou em um comunicado que “em resposta às decisões ilegais da UE, a Rússia ampliou significativamente a lista de representantes de instituições europeias, Estados-membros da UE e países europeus alinhados com as políticas antirussas da UE que têm proibida a entrada no país”.
Assim, acusou o bloco de “continuar com sua pressão” contra a Rússia por meio de “medidas restritivas unilaterais”, antes de enfatizar que o último pacote de sanções aprovado por Bruxelas, “ignorando o Conselho de Segurança das Nações Unidas”, constitui “uma violação flagrante do Direito Internacional”.
Moscou defendeu que os nomes incluídos em sua lista estão envolvidos “na tomada de decisões sobre ajuda militar à Ucrânia” e em “atividades destinadas a minar a integridade territorial da Rússia, impor sanções antirussas, prejudicar as relações da Rússia com países terceiros, obstruir a navegação marítima e processar funcionários russos sob acusações inventadas”.
“Também impusemos medidas restritivas contra ativistas da sociedade civil e representantes da comunidade acadêmica em países europeus que mantêm posturas hostis em relação à Rússia, bem como contra membros de parlamentos nacionais em Estados-membros da UE e no Parlamento Europeu que votaram a favor de resoluções e projetos antirussos”, afirmou.
Por fim, ele enfatizou que “as políticas restritivas de Bruxelas não podem ter qualquer impacto sobre a política externa do país”. “A Rússia tem estado e continua comprometida com a proteção de seus interesses nacionais e dos direitos e liberdades de seus cidadãos, ao mesmo tempo em que participa de forma consistente na formação de uma ordem mundial justa e multipolar”, reforçou.
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