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MADRID 18 set. (EUROPA PRESS) -
O governo da Rússia anunciou nesta sexta-feira uma ampliação da lista de representantes da União Europeia (UE) cuja entrada no país euro-asiático está proibida, em resposta ao novo pacote de sanções aprovado pelo bloco em julho contra Moscou devido à invasão da Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022 por ordem do presidente russo, Vladimir Putin.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou em um comunicado que “a UE mantém sua política de medidas restritivas unilaterais, ilegais sob o Direito Internacional”, e destacou que, em resposta, Moscou “ampliou significativamente” sua lista de proibições de viagem devido à “política antirussa” de Bruxelas.
Assim, explicou que essa lista inclui pessoas “envolvidas na tomada de decisões sobre a prestação de assistência material ao regime de Kiev” e em “atividades destinadas a minar a integridade territorial da Rússia”, bem como aqueles “responsáveis pela imposição de sanções antirussas”.
O ministério acrescentou que a lista inclui também pessoas acusadas de “prejudicar as relações da Rússia com países terceiros” e de “obstruir a navegação marítima contra os interesses da Rússia”, bem como “aqueles envolvidos na perseguição de cidadãos russos sob falsos pretextos” e na “criação de mecanismos pseudojurídicos antirussos no Conselho da Europa”.
“Também impusemos medidas restritivas contra ‘ativistas’ que mantêm posturas hostis em relação à Rússia, representantes da comunidade acadêmica de países europeus e membros dos parlamentos nacionais dos Estados-membros da UE e do Parlamento Europeu que votaram a favor de resoluções e projetos de lei antirussos”, afirmou.
Moscou destacou ainda que as “políticas destrutivas” de Bruxelas não alterarão sua política externa. “Qualquer nova ação da União Europeia destinada a ampliar as sanções unilaterais antirussas continuará recebendo a resposta adequada da nossa parte”, concluiu.
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