MINISTERIO DE ASUNTOS EXTERIORES DE RUSIA
MADRID, 27 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas afirmaram nesta quinta-feira que o país poderia atacar alvos no Reino Unido em resposta ao uso, por parte das forças ucranianas, de mísseis britânicos para bombardear território russo; por isso, pediram a Londres que se mantenha à margem e “cesse suas ações hostis”.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, denunciou, durante uma coletiva de imprensa, a “postura agressiva de Londres em relação a Moscou”, o que “poderia levar a um aumento da violência e a uma intensificação do conflito, levando-o a um novo patamar”.
“Pedimos a todos os residentes do Reino Unido que levem em conta que haverá consequências catastróficas e inevitáveis decorrentes das ações de seu próprio governo e instamos as autoridades do país a analisarem profundamente a situação e abandonarem essa política hostil e agressiva que apenas prolonga a agonia do regime neonazista ucraniano e cria riscos de escalada”, afirmou.
Nesse sentido, esclareceu que “já foi alertado repetidas vezes que qualquer equipamento e instalação britânica na Ucrânia e fora do país pode ser alvo em caso de resposta aos ataques que Kiev perpetra com armas britânicas contra nosso território”.
“Aqueles que forem culpados de cometer crimes de guerra, inclusive contra a população civil russa, serão punidos por suas ações”, afirmou, segundo informou a agência de notícias russa TASS.
Além disso, indicou que a Rússia “continua monitorando a transferência desse tipo de armamento” para a Ucrânia, bem como “qualquer tecnologia que possa permitir a montagem posterior de mísseis” de forma independente.
“O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, enfatizou a continuidade da política antirussa de Londres e confirmou que o Reino Unido não apenas transferiu armamento de longo alcance para as Forças Armadas ucranianas, mas também forneceu a Kiev os dados tecnológicos para a montagem independente de mísseis de cruzeiro ‘Storm Shadow’ em fábricas ucranianas”, lamentou.
Nessas fábricas, especificou Zakharova, “a mão de obra é mais barata do que na Europa”. “Abordaremos esse tema com mais detalhes posteriormente, como já prometi. Vale mencionar que o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou anteriormente uma transferência de tecnologia semelhante, embora não tenha tido tempo de implementá-la”, afirmou ela. “É claro que estamos acompanhando de perto todos esses acontecimentos”, acrescentou.
“Está claro que, ao transferir componentes diretamente para a Ucrânia, a França e o Reino Unido buscam se isentar da responsabilidade pelos ataques que ocorrem em nosso país. Isso não vai funcionar. Paris, Londres, Berlim e outras capitais têm responsabilidade direta por esses ataques terroristas”, concluiu.
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