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MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas levantaram nesta terça-feira a suspeita de fraude eleitoral na Armênia, onde o partido do primeiro-ministro, Nikol Pashinián, obteve uma vitória clara, afirmando que estão recebendo muitas informações sobre supostas “irregularidades” no processo eleitoral.
“Houve muitas coisas que não ficaram claras. Vimos muitos relatos sobre irregularidades”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, em declarações divulgadas pela agência de notícias russa TASS.
Nesta segunda-feira, Moscou já havia denunciado a “pressão sem precedentes” sobre os grupos da oposição e a interferência do Ocidente, sobretudo da União Europeia (UE), no contexto das eleições parlamentares na Armênia.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores russo, as eleições foram realizadas em um clima de “pressão sem precedentes” por parte da UE, insistindo que Pashinián “não conseguiu o monopólio do poder”. Especificamente, a Rússia denunciou que, durante a campanha e o dia da votação, as autoridades exerceram uma “dura repressão” contra a oposição, incluindo a Igreja Apostólica Armênia, que “também foi alvo de ataques”.
Dessa forma, falou-se de “perseguição” contra formações e grupos políticos que defendem o abandono das aspirações “sem saída” de adesão à UE e, em vez disso, pedem o estreitamento dos laços com a Rússia e o reforço da presença da Armênia em fóruns regionais como a União Econômica Euro-Asiática (UEEA) ou a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).
O Contrato Civil, partido de Pashinián, obteve neste domingo uma clara vitória nas eleições parlamentares, ao atingir quase 50% dos votos. Após conhecer os resultados dessa “vitória histórica”, o líder armênio prometeu continuar com a aproximação à União Europeia (UE) e impulsionar o processo de paz com o Azerbaijão e a Turquia.
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