Publicado 12/01/2026 10:52

A Rússia afirma ter “destruído” com um “Oreshnik” uma instalação que presta serviços a equipamentos fornecidos pelo Ocidente.

Archivo - Arquivo - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante uma reunião no Kremlin em novembro de 2025 (arquivo)
-/Kremlin/dpa - Arquivo

Moscou enfatiza que o ataque causou danos em instalações de “reparação e manutenção” desses aparelhos e de produção de drones MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - As autoridades russas garantiram nesta segunda-feira que o ataque executado em 9 de janeiro com um míssil hipersônico “Oreshnik” contra a província ucraniana de Leópolis (oeste) permitiu “destruir” uma fábrica destinada a trabalhos de “reparação e manutenção” de aparelhos aéreos das Forças Armadas ucranianas, “incluindo F-16 e MiG-29 doados por países ocidentais”.

O Ministério da Defesa russo indicou em um comunicado que “as informações confirmadas por várias fontes independentes apontam que a Fábrica de Reparação de Aparelhos de Leópolis foi destruída como resultado do ataque realizado pelas Forças Armadas russas na noite de 9 de janeiro usando o sistema 'Oreshnik'”.

“A instalação também se dedicava à fabricação de drones de ataque de médio e longo alcance para realizar ataques contra alvos civis em território russo”, afirmou, antes de destacar que o referido ataque “causou danos em oficinas de produção, armazéns de drones já concluídos e infraestrutura do aeródromo da fábrica”.

Ele também destacou que o “ataque massivo”, no qual também foram usados mísseis “Iskander” e “Kalibr”, causou danos em “duas empresas envolvidas na montagem de aeronaves não tripuladas” destinadas a atacar o território da Rússia, bem como em “instalações de infraestrutura energética em Kiev que apoiam as operações do complexo militar ucraniano”.

A Rússia confirmou na sexta-feira o uso do míssil do tipo “Oreshnik” — com capacidade para transportar ogivas nucleares — no referido ataque e assegurou que o mesmo foi “uma resposta ao ataque terrorista do regime de Kiev contra o presidente da Federação Russa (Vladimir Putin) na região de Novgorod, que ocorreu em 29 de dezembro de 2025”, um evento que a Ucrânia diz não ter ocorrido e que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida. Os ataques de 9 de janeiro deixaram pelo menos quatro mortos e levaram o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a reiterar que “é necessária uma reação clara por parte do mundo”. “É necessária uma reação clara do mundo. Sobretudo dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia leva realmente em consideração”, argumentou, ao mesmo tempo em que apontou que “a Rússia deve receber sinais de que sua obrigação é se concentrar na diplomacia e deve sofrer as consequências sempre que voltar a se concentrar em assassinatos e destruição de infraestrutura”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado