Publicado 28/01/2026 08:33

A Rússia afirma que há “pânico” na OTAN devido à impotência diante das pretensões dos EUA na Groenlândia.

Bandeira da Groenlândia, em 28 de julho de 2009, na Groenlândia, Dinamarca.
Rafael Bastante - Europa Press

MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - A Rússia indicou nesta quarta-feira que há “pânico” no seio da OTAN devido à impotência dos aliados diante das pretensões dos Estados Unidos de controlar a ilha da Groenlândia, território semiautônomo sob soberania da Dinamarca.

“Dentro da aliança, as pessoas estão entrando em pânico porque entendem que se encontram em uma situação de ‘zugzwang’ e não têm a quem reclamar”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajarova, em referência ao movimento do xadrez em que um jogador é obrigado a mover mesmo sabendo que isso piora sua posição.

Em declarações recolhidas pela agência estatal russa TASS, ela insistiu que apontar a Rússia e a China por seu papel no Ártico é, em sua opinião, uma “invenção” da OTAN para justificar uma postura agressiva em relação a Moscou e Pequim, em vez de abordar a crise que representam as pretensões de Washington.

“Toda a sua legislação nacional foi estruturada de tal forma que só é possível reclamar dentro da OTAN daqueles que estão fora dela. Nunca existiu a opção de reclamar dentro da OTAN de seus próprios Estados-membros”, afirmou, referindo-se à impotência dos aliados em relação aos Estados Unidos.

Zajarova insistiu que “não há conexão” da China com a região ártica. “A China usaria um laço para atrair a Groenlândia para si ou mudaria as leis da gravidade para reivindicar alguns direitos sobre ela?”, questionou.

Em meio a tensões com os aliados europeus por conta do controle da ilha ártica, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um pré-acordo com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, para manter canais de diálogo para uma saída para a crise na Groenlândia, onde insiste no estabelecimento de novas zonas de soberania americana.

Rutte garantiu nesta segunda-feira que haverá “duas linhas de trabalho” simultâneas sobre a segurança na Groenlândia, uma primeira para que a OTAN assuma mais responsabilidade na defesa do Ártico e outra para evitar que a Rússia e a China tenham maior presença no território dinamarquês.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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