Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos está disposto a participar do fim das “causas profundas” que motivaram a guerra na Ucrânia e que Moscou atribui à perseguição sofrida pela população de etnia russa no leste e sudeste do país.
“As causas profundas não desaparecerão se não levarmos em conta a tarefa de eliminá-las em qualquer tratado de paz”, reiterou o ministro das Relações Exteriores em entrevista ao canal de televisão NTV, na qual se mostrou convencido de que Washington leva em conta os argumentos de Moscou.
Lavrov explicou que os representantes militares de Moscou nas negociações que têm vindo a decorrer nos últimos dias em Abu Dhabi consideram que os pontos que foram levantados para pôr fim ao conflito são complexos e diversos, pelo que é necessária uma abordagem mais cuidadosa e detalhada.
Nesse sentido, ele apontou que, quando os Estados Unidos obrigarem seus “clientes” na Europa e na Ucrânia a “agir adequadamente”, a aplicação do acordo de paz alcançado deverá ser realizada sob “uma coordenação exaustiva e precisa” e até mesmo “por meio de canais militares”.
Lavrov aproveitou para acusar novamente Bruxelas e Kiev de “desequilibrar” os representantes dos Estados Unidos nessas conversações e destacou o caso de líderes como o chanceler alemão, Friedrich Merz, que declarou explicitamente “que a Europa deve se preparar para a guerra contra a Rússia”.
Da mesma forma, o chefe da diplomacia russa criticou a influência da Europa sobre a Ucrânia e acusou o Reino Unido de ter dificultado os acordos alcançados em abril de 2022 em Istambul, apenas dois meses após o início da invasão. “Os ucranianos foram obrigados a abandoná-los”, afirmou. Lavrov indicou que a Europa não pode esperar que a Rússia aceite um plano de paz baseado em um cessar-fogo imediato e garantias de segurança para a Ucrânia, que deve explicar com que finalidade e a quem estão sendo oferecidas.
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