Publicado 22/05/2026 11:39

A Rússia afirma que o ataque ucraniano à Universidade de Lugansk "prejudica" o processo de negociação

RÚSSIA, REPÚBLICA POPULAR DE LUGANSK – 22 DE MAIO DE 2026: O prédio da Escola Profissional de Starobelsk, subordinada à Universidade Pedagógica Estadual de Lugansk, sofreu graves danos em um ataque com drones ucranianos em Starobelsk, ao norte de Lugansk,
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Moscou denuncia que o ataque, “no espírito dos nazistas alemães”, foi realizado com armamento e assistência técnica da OTAN

MADRID, 22 maio (EUROPA PRESS) -

O governo da Rússia afirmou nesta sexta-feira que a Ucrânia acabou de “minar” todos os esforços diplomáticos para resolver o conflito com o “ataque deliberado” dos últimos dias contra instalações educacionais em Starobilsk, localizada na província ocupada de Lugansk, que deixou quatro mortos.

“Ao cometer atrocidades contra crianças em Starobilsk, o regime de Kiev e seus aliados assumem toda a responsabilidade pela escalada das hostilidades e pelo enfraquecimento dos esforços políticos e diplomáticos para resolver o conflito”, declarou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

No momento dos fatos, havia 86 adolescentes nas instalações. Quatro pessoas morreram e cerca de quarenta ficaram feridas. Moscou informou que foram quatro os drones que a Ucrânia utilizou para este “ataque sangrento”, que deixou o centro praticamente destruído.

“O regime de Kiev, após sofrer uma derrota no campo de batalha, está abrindo um novo capítulo no conflito armado, desencadeando um terror aberto e desumano contra crianças indefesas”, denunciou Moscou, que já iniciou uma investigação sobre o ocorrido. “Não haverá clemência para ninguém”, advertiu.

A Rússia enfatizou que se trata de um ataque deliberado, “em consonância com o espírito dos nazistas alemães”, ressaltando que “ninguém no prédio participou nem poderia ter participado dos combates”, nem há instalações militares no centro educacional ou nas imediações.

Além disso, denunciou que o ataque contou com armamento e assistência técnica dos países da OTAN, incluindo os drones utilizados nesta ocasião. “Temos informações confiáveis de que capitais ocidentais estão fornecendo inteligência às Forças Armadas ucranianas e colaborando na seleção de alvos”, advertiu o Ministério das Relações Exteriores russo.

Da mesma forma, Moscou destacou “o caráter cínico do regime” do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, ao atacar uma instituição estudantil ao mesmo tempo em que encena “falsas lamentações” sobre as vidas das crianças e dos jovens afetados pela guerra em curso.

O governo russo encerra o comunicado lembrando as vítimas e seus familiares, bem como instando todos os fóruns internacionais a adotarem uma resposta de condenação pelo ocorrido. “Que avaliem com honestidade as ações criminosas do regime de Zelenski”, pois “o silêncio equivaleria a cumplicidade nas ações atrozes dos terroristas de Kiev”, assinalou.

Nas últimas horas, a Rússia convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa desses fatos e apelou diretamente ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, para que reaja e condene publicamente este último ataque.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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